Radios para leigos

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Radios para leigos

Mensagem por cineas em Sex 10 Jul - 19:19:23

Sempre que alguém decide começar a comprar equipamento, as dúvidas começam...

Transmissor FM ou AM? Receptor normal ou micro? Quantos canais?

Os transmissores AM não são tão ruins quanto a rádio Globo AM, por exemplo... Os dados são "digitais", isto é, só vale se tem sinal ou não, para isto FM e AM são bem parecidos.

No AM, o transmissor manda seqüências de pulsos (chamados de PPM), quando tem pulso ele transmite, quando não tem pulso, não transmite.

No FM, o transmissor manda seqüências idênticas, mas quando não tem pulso transmite em uma freqüência e quando tem em uma frequência ligeiramente inferior (nos Futaba e Hitec, chamados de "shift negativo") ou superior (nos JR e Airtronics, chamados de shift positivo").

Um rádio AM serviria perfeitamente para elétricos, mas conseguir receptores para estes rádios acaba saindo mais caro do que comprar um transmissor FM.

Para achar receptores mais facilmente, recomendo comprar transmissor FM no padrão Futaba (marcas Futaba, Hitec, GWS, etc.).

O número de canais e outros recursos variam muito.

É interessante o mínimo de 4 canais, por causa do formato do comando, muito mais cômodo do que os de 3 canais. Tem sempre à venda usado a partir de pouco mais de cem reais, ou novo no site do Chico Hobby por cerca de R$180,00. Não é tão caro assim para compensar usar um mais simples do que isto.

Muito bem, já tenho o transmissor. E receptor, qual é melhor?

Futaba tamanho normal ou micro? 4 canais ou 6 canais?

Para iniciar no vôo, o de 4 canais da GWS (R4P) já é suficiente e não será um investimento perdido. O alcance é de 150m é o suficiente para voar, mesmo porque antes de perder o alcance já se perdeu o modelo de vista.

O de 6 canais (R6N) tem o dobro do alcance, é um pouco mais imune a interferência e custa só um pouco mais caro, também é uma ótima opção.

Quem já tem um receptor grande, usado para modelos a explosão, pode usar tranquilamente. Geralmente o peso não é tão grande e se tirar a caixa plástica e embrulhar com espuma costuma cair para menos de 30g.

O funcionamento deles é o mesmo, tanto faz a tecnologia, tamanho e número de canais, portanto quem já montou um modelo a explosão pode fazer quase a mesma coisa no elétrico que funciona.

O quase é porque elétrico não usa servo no acelerador, mas um speed control, e não precisa ligar de bateria no receptor porque o speed control se encarrega de fornecer a energia, pelo mesmo cabo que recebe os comandos.

Existem receptores bem pequenos e leves com grande alcance e recursos que evitam que sofram interferências, os Berg. Se comprados na Aircraft-Word (http://www.aircraft-world.com) não são absurdamente caros, e com certeza são um excelente investimento.

O transmissor tem um cristal, que determina a freqüência em que transmitirá. Deve ser comprado seguindo a recomendação do fabricante, geralmente da mesma marca, ou no caso dos Futaba, Hitec e GWS FM, o cristal de uma marca funciona perfeitamente na outra.

O receptor também tem um cristal, que pode ser de tamanho normal (dfo mesmo tamanho do cristal do transmissor) ou micro (bem menor, usado nos microreceptores GWS e Berg). Deve ser na mesma freqüência do transmissor para funcionar.

Os receptores normais têm dois tipos de cristal, single conversion e dual conversion. Compre de acordo com o recomendado pelo fabricante do receptor.

Servos fazem parte do equipamento de rádio, mas neste caso há uma grande diferença em relação aos usados em modelos a explosão: o peso.

O resto é igual, são todos compatíveis. Para os modelos elétricos e pequenos planadores, os servos Pico (de cerca de 5g) e Naro (de cerca de 9g) são mais do que o suficiente. Para asas de combate, que sofrem mais pancadas, é bom que sejam micro (cerca de 14g), mino (cerca de 30g) ou standard (cerca de 50g), para aguentar melhor o tranco.

Para controlar o motor não é usado um servo, mas um speed control. Ele funciona de forma parecida com um servo, tem um conector de 3 fios que vai para o canal 3 do receptor, mas do outro lado em vez de ter um bracinno para controlar o carburador, tem um fio que vai para a bateria e outro que vai para o motor.

O speed control:
- Transforma a energia da bateria para 5V, para alimentar o receptor, servos, etc.
- Liga e desliga rapidamente o motor, para fazer com que funcione com parte da potência total disponível;
- Mede a tensão da bateria e desliga o motor caso ela esteja abaixo do mínimo necessário para não estragar a bateria.

Para a maioria dos modelos elétricos um speed control que aguente até 15A será mais do que o suficiente. Precisa ser escolhido depois de saber qual motor será usado, pois precisa aguentar o consumo que o motor terá.

Tanto servos quando speed controls são sujeitos a pequenos acidentes que os danifiquem. Em boa parte dos casos é possível consertá-los, mas sempre é bom tomar cuidados básicos como não dar pancadas nos servos, não ligar invertido, não inverter bateria, etc. Com estes cuidados eles duram muito tempo e passam de um modelo para outro inteiros.
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