Navegar é preciso…

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Navegar é preciso…

Mensagem por tiago em Sex 29 Jan - 8:50:30

Em minhas andanças pela net, achei essa matétia sobre esse grande nautimodelista Brasileiro .
o Sr.Edgar Mammini, para incentivar o Grupo de nautimodelismo de Fortaleza, ora emcabeçado pelo cineas.


Navegar é preciso…



Edmar Mammini com o barco Cabo Branco


No Dia Internacional da Navegação (hoje, 30 de setembro), embarque em uma inédita coleção de nautimodelismo. Mas, antes, você sabia que a náutica foi uma das primeiras formas de modelismo criadas pelo homem? Existem registros de que os antigos egípcios já fabricavam miniaturas de embarcações utilizadas em sua época, há aproximadamente 4 mil anos, com barro retirado das margens do Rio Nilo. Reproduziam com perfeição e requinte os barcos e a tripulação. Tais peças foram encontradas nas tumbas de quase todas as dinastias, comprovando a existência dessa arte
no tempo dos faraós


.

Delmiro Gouveia: dez anos para conseguir o desenho ideal


Da antiguidade para os dias atuais, o paulista Edmar Mammini, de 70 anos, é um apaixonado pelo tema desde criança, quando acompanhava familiares ao porto da cidade de Santos (SP) para receber parentes que chegavam de navio, vindos da Itália. Sua coleção é caracterizada não pela quantidade, mas sim pela qualidade e riqueza de detalhes com que são confeccionadas. “Atualmente tenho 12 navios. Levo aproximadamente de três a quatro anos para terminar um modelo. Tudo depende da qualidade da planta que consigo de cada embarcação”, explica.

A riqueza de detalhes...


...no interior dos barcos

Mammini começou construindo barcos de madeira em 1946, época em que ainda não existia o fiberglass. “Por esse motivo, conservo apenas dois dos primeiros itens na coleção. Um deles é o Saci – rebocador utilizado no Rio Tâmisa, em Londres (Inglaterra) –, lançado entre 1956 e 1958. Trata-se do primeiro modelo controlado por rádio e que participou da inauguração do tanque de modelismo do Parque do Ibirapuera em 1969, na cidade de São Paulo.” A menina dos olhos, entretanto, é o barco de pesca de bandeira portuguesa de 1920, Cabo Branco. Construído em 2000, é o exemplar com a maior riqueza de detalhes. “Um dos diferenciais é que possui um kit para adaptá-lo à tração elétrica. Dessa forma, posso participar de concursos de barco a vapor, elétrico e estático. Basta remover os motores”, comenta entusiasmado.
Segundo o colecionador, o país que dispõe do acervo mais valioso é a Inglaterra, seja pela quantidade como pela exatidão de detalhes. Ele explica que a partir do século XVII, todo navio antes de ser construído deveria ter um modelo em escala, normalmente 1:50, para avaliação de seu desempenho. Depois de testados e aprovados, passavam a ser de propriedade do almirantado.

Rebocador São Paulo, premiado no Brasil e no exterior

Para desenvolver seus projetos, Mammini utiliza as plantas de modelos reais, adquiridas na entidade italiana Societá Navimodellisti Bolognesi ou no Museu de Lisboa, em Portugal. “São os melhores locais para se conseguir os desenhos. Seu detalhamento é magnífico.”

Detalhe do convés do Cabo Branco

Já para montar, seus preferidos são os barcos a vapor produzidos entre 1880 e 1950. “Os barcos de hoje são muito quadrados, não passam de hotéis flutuantes. Os de antigamente eram mais requintados”. E para criar tantos navios e peças, Mammini tem uma oficina completa nos fundos de sua casa, na Vila Ipojuca. Vencedor de vários concursos no Brasil e no exterior, tornou-se referência para os aficionados do nautimodelismo. Atualmente, é considerado hors-concours e, por esse motivo, é sempre convidado para ser juiz em competições pelo mundo todo.
Contato: edmarmammini1@ig.com.br



Um abraço a todos

tiago
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