Demoiselle

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Demoiselle

Mensagem por cineas em Dom 6 Set - 16:22:37


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Demoiselle


De Março a Junho de 1907 fez experiências com o aeroplano com asa de madeira n° 15, e com o dirigível n° 16, misto de dirigível e avião, mas desiste desses projetos por não obter bons resultados. O número 17 seria cópia do número 15.


Em Setembro, no Rio Sena, faz experiências com o n° 18, um deslizador aquático.


Testa o primeiro modelo de um aeroplano em Novembro de 1907, um pequeno avião apelidado pelos franceses de Demoiselle, devido a sua graciosidade e semelhança com as libélulas. Todavia, durante as primeiras experiências, o "nº 19" sofreu um acidente, ficando seriamente avariado. Pesando 110 quilos, o Demoiselle era uma aeronave com motor de 35 HP e estrutura de bambu.


Em Dezembro de 1908 exibe um exemplar do Demoiselle na Exposição Aeronáutica, realizada no "Grand Palais" de Paris.
Obtém o primeiro brevê de aviador, fornecido pelo Aeroclube da França em Janeiro de 1909.


Aproveitando características e formato do "nº 19", foi criado o "Demoiselle nº 20". Sua fuselagem era construída de longarinas de bambu com juntas de metal e as asas cobertas de seda japonesa, tornando-o leve, transparente e de grande efeito estético.


Em Setembro do mesmo ano estabelece o recorde de velocidade voando a 96 km/h num ‘‘Demoiselle’’. Faz um vôo de 18km, de Saint-Cyr ao castelo de Wideville, considerado o primeiro reide da história da aviação.


Com esta pequena aeronave ele ia visitar amigos em seus Castelos, bateu recordes de velocidade e de distância de decolagem.



O Demoiselle era um avião pequeno, de tração dianteira, com a hélice girando no bordo de ataque da asa alta de grande diedro, o leme e o estabilizador eram de contorno poliédrico, montados em uma estrutura em forma de cruz e unidos à fuselagem por meio de uma junta que permitia o movimento do conjunto em todas as direções.



O piloto ia sentado abaixo da asa logo atrás das rodas. O comando era composto por um volante que controlava, através de cabos, o conjunto leme/estabilizador. Os cabos de sustentação da asa e reforço de estrutura eram cordas de piano. construído em apenas em quinze dias, o Demoiselle nº 19 tinha como fuselagem uma única haste de bambu, com seis metros de comprimento, e a asa era formada por uma estrutura simples.


O motor a explosão, de 20 hp, refrigerado a água, era de dois cilindros opostos e foi projetado pelo próprio Santos Dumont e construido pela fábrica Dutheil & Chalmers. Possuia ainda um estabilizador na frente e embaixo do avião e dois lemes laterais situados logo abaixo da asas. Tais ítens foram logo abandonados, pois não contribuiram em nada para aumentar a estabilidade do aparelho.




Posteriormete, Santos-Dumont alterou-o, desenhando novamente a asa para aumentar sua resistência e colocou um motor Antoniette de 24 hp na parte de baixo, entre as pernas do piloto, transmitindo o torque à hélice por meio de uma correia. Este ficou conhecido como nº 20 e foi descrito pela Scientific American de 12 de dezembro de 1908 como: "... de longe a mais leve e possante máquina desse tipo que jamais foi produzida.", e mais, "Um número de pequenos vôos foram feitos e não se apresentou nenhuma dificuldade particular em mantê-lo no ar.


Por causa do tamanho reduzido de seu monoplano, Santos-Dumont foi capaz de transportá-lo de Paris "para Sait-Cyr na parte traseira de um automóvel (...) Esta é a primeira vez que temos conhecimento de que um automóvel tenha sido usado para transportar um aeroplano montado, da cidade para um lugar apropriado no campo, onde o aviador pudesse levar adiante seus experimentos."


Ainda apresentando alguns problemas de estrutura e baixa potência, que Santos=Dumont tentou compensar, o modelo nº 21, possuia uma fuselagem triangular composta por três hastes de bambu e nova asa, mais resistente e de maior envergadura, além da redução no comprimento do avião. Retorna a solução inicial de motor de dois cilindros contrapostos, instalado sobre as asas, atuando diretamente sobre a hélice.

O projeto do nº 22, era basicamente igual ao nº 21. Santos-Dumont apenas experimentou, nos dois modelos, vários motores de cilindros opostos e refrigerados a água, com potências variando entre 20 e 40 hp, constrídos por Dutheil & Chalmers, Clément e Darracq. Assim estes dois modelos demonstraram qualidades bastantes satisfatórias para a época, sendo produzidos em quantidade, uma vez que Santos-Dumont, por pincípios, jamais requereu patente por seus inventos.


Apresentou um exemplar do Demoiselle na Exposição Aeronáutica, realizada no Grand Palais de Paris em Dezembro de 1907.


Santos Dumont obteve o primeiro brevê de aviador, fornecido pelo Aeroclube da França em Janeiro de 1909.


Em Setembro do mesmo ano estabeleceu o recorde de velocidade voando a 96 km/h num ‘‘Demoiselle’’. Fez ainda um vôo de 18km, de Saint-Cyr ao castelo de Wideville, considerado o primeiro reide da história da aviação.


Última edição por cineas em Sex 14 Maio - 16:34:54, editado 4 vez(es)
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Re: Demoiselle

Mensagem por cineas em Sab 26 Dez - 12:55:46









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Fotos Históricas de Santos Dumont

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Re: Demoiselle

Mensagem por cineas em Sex 14 Maio - 10:58:03


Alberto Santos Dumont


Leia com Atençao:





HENRIQUE DUMONT (PAI DE SANTOS DUMONT)
Vivia na França um ourives que tinha uma filha chamada Eufrásia Honoré, que se casou com François Dumont. O sogro -ourives- induziu o genro François a vir para o Brasil a procura de pedras preciosas, que alimentariam sua indústria.
No Brasil o casal teve três filhos, sendo que o segundo chamava-se Henrique. François Dumont faleceu cedo e Henrique foi ajudado por seu padrinho, que lhe garantiu um curso na Escola de Artes e Ofícios de Paris, (Faculdade de Engenharia, nos dias atuais), tendo se formado com apenas 21 anos de idade. Voltando o Brasil passou a prestar serviços a Prefeitura de Ouro Preto. HENRIQUE DUMONT


FRANCISCA SANTOS (MÃE DE SANTOS DUMONT)
FRANCISCA SANTOS


Vivia na região de Ouro Preto o senhor Joaquim Santos, casado com Dona Emerenciana. O casal teve um filho que tornou-se o Comendador Francisco da Paula Santos que casou-se com Dona Rosalina. Entre os filhos tiveram um filha chamada Francisca.


CASAMENTO


Henrique Dumont e Francisca Santos casaram-se à 6 de setembro de 1856, na Freguesia de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto. Em 1872 Seu Henrique assumiu a empreitada da construção do trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil na subida da Serra da Mantiqueira, tendo instalado seu canteiro de obras na localidade de Cabangu, próximo a cidade de Palmira, hoje Santos Dumont.


NASCIMENTO


Foi no Sítio de Cabangu, MG, que, em vinte de julho de 1873, dia em que seu Henrique completava 41 anos, nasceu seu sexto filho, o futuro grande ALBERTO, aquele que viria a ser o verdadeiro Pai da Aviação.


BATIZADO


Ao completar a empreitada da construção da estrada de ferro, o sr. Henrique Dumont mudou-se para a localidade de Casal, Valença (atualmente município de Rio das Flores) com a família, onde passou a dedicar-se ao cultivo de café. Foi ali na Paróquia de Santa Tereza que Alberto foi batizado em 20 de fevereiro de 1877.


IRMÃOS E IRMÃS


Alberto tinha mais 7 irmãos: cinco mulheres e dois homens. As irmãs mais velhas, Maria Rosalina, Virgínia e Gabriela casaram-se por coincidência, com três irmãos, respectivamente chamados Eduardo Villares, Guilherme Villares e Carlos Villares, todos eram mineiros, excetuando-se as duas irmãs mais moças: Sofia e Francisca, ambas nascidas em Casal, perto da cidade de Valença. (Estado do Rio de Janeiro).


A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA


Procurando terras rochas mais próprias para plantação de café, o Sr. Henrique Dumont acabou adquirindo a Fazenda Arindeuva a vinte quilômetros de Ribeirão Preto.
Henrique Dumont e Francisco Schimidt chegaram a ter 60 fazendas e 30 milhões de pés de café, produzindo 4 milhões de sacas por ano.
Para fazer o café circular e ampliar o desenvolvimento da região, foi construída uma estrada de ferro, a Companhia Mogiana, inaugurada em 1883. Por ela chegaram a Ribeirão Preto centenas de migrantes, principalmente italianos que substituíram a mão-de-obra escrava.
A fazenda de Henrique Dumont progrediu muito, tornando-se a mais moderna da América do Sul, com 5 milhões de pés de café, 96 quilômetros de ferrovias, sete locomotivas e, ele, passou a ser conhecido como "O Rei do Café".
Ali Albertinho passou a sua infância, desenvolvendo as aspirações de que o homem não poderia mais ficar preso ao solo. Em suas divagações observava as nuvens suspensas no espaço, as aves deslizarem no ar e fazia experiências com pequenos balões nas festas juninas. Construia pipas exóticas e chegou a montar pequenas aeronaves movidas a elástico e hélice. As suas leituras prediletas eram os livros: Vinte Mil Léguas Submarinas, Cinco Semanas Num Balão, Da Terra à Lua de Júlio Verne, etc.
Aos sete anos dirigia os locomóveis da fazenda e aos doze seu pai autorizou-o à dirigir a locomotivas Baldwin. Na mecânica, consertava a máquina de costura de sua mãe e acabou fazendo manutenção dos separadores de café da fazenda. Seus estudos iniciaram com as primeiras letras ensinadas por sua irmã Virginia.
Estudou ainda nos colégios Culto a Ciência em Campinas/SP (1879), Kopke e Morton em São Paulo e na Escola de Ouro Preto.
Em 1888 viu pela primeira vez um balão cativo (preso ao chão) em uma feira em São Paulo.
Em 1890 seu pai, em um acidente de charrete, luxou a cabeça tornando-se hemiplégico, sendo obrigado a vender a fazenda.



RUMO A PARIS


Enquanto tentava tratamento para sua enfermidade o Sr. Henrique levou o jovem Alberto pela primeira vez a Paris. Ali, o jovem viu um motor a petróleo funcionando o que lhe despertou profundo interesse.
Em 1892, seu pai o emancipou, dando-lhe liberdade e títulos para que ele se mantivesse pelo resto da vida, e orientou-o a ir a Paris desenvolver seu potencial, estudando matemática, física, eletricidade e mecânica, pois o futuro da humanidade estaria na mecânica.
Em 1892 fixou-se em Paris. Desejou andar de balão, porém sua vontade foi frustrada pelos altos preços pedidos pelos balonistas e acabou se dedicando ao automóvel, tornando-se o primeiro personagem a introduzir no Brasil um automóvel a petróleo.
Em uma de suas visitas ao Rio de Janeiro encontrou o livro"Andrée au Pôle Nord en Ballon", dos construtores de balão Lachambre e Machuron. Ao chegar a Paris, procurou as oficinas do Sr. Lachambre e se surpreendeu com os preços acessíveis pedidos por ele. Já no dia seguinte subia aos céus em um balão dirigido pelo mecânico Machuron. Era o dia 23 março de 1898.
Seu pai, Henrique Dumont, faleceu no Rio de Janeiro, com 60 anos de idade; sua mãe, Francisca Santos, morreu na cidade do Porto, em Portugal, aos 67 anos de idade.
Estilo de Vida de Santos Dumont


GARBOSO


Extravagante e atualizado com a tecnologia da época, em 1898 Santos Dumont trouxe para o Brasil o 1º automóvel a rodar em nossas terras, um modelo PEUGEOT "Vis-a-Vis", importado da França.


Garboso, um pouco dandi, cabelos lustrosos e partidos ao meio, franzino mas arrojado, parecia apenas mais um "playboy" freqüentando o restaurante Maxim's e lançando no "Parc des Princes" o perigoso esporte das corridas de triciclo motorizado.
Pequeno, 1,60 de altura, e leve, com 50 kg, com queixo fendido e olhos penetrantes, às vezes maliciosos.
Descrito como tendo a agilidade de um gato, a pisada segura de um montanhista, talvez herdada do pai, as mãos de um engenheiro, um jeito extraordinariamente irrequieto e uma convicção inabalável. Recusava aceitar limitações, pois ninguém jamais lhe ensinara que algo fosse impossível. Seus sonhos continuavam a moldar-se em Júlio Verne.


Tampouco deixava seus experimentos árduos e freqüentemente aflitivos atrapalharem a vida social.
Conseguia praticar o balonismo durante a manhã inteira no aeroclube, ou voar sobre paris, e ainda estar no Maxim's para praticar "almoço nas alturas" com o seu mecânico chefe "Chapin", numa mesa com quase 2 metros de altura.
Não sendo nenhum espartano, Santos Dumont considerava que pródigos almoços regados a champanhe eram parte normal de seus vôos no balão esférico "Brasil".
Levava ainda ovos cozidos, rosbife e frango frio, queijo, sorvete, frutas e bolos, café, e licor "Chartreuse".
Revistas e jornais começaram a noticiar tanto seu estilo de vida quanto suas invenções. Distinto, espirituoso, muito bem trajado, com freqüência tendo na cabeça um chapéu Panamá, começou também a ditar moda. Seus colarinhos altos e brancos (conhecidos como colarinhos Santos Dumont) e sua capa de opera forrada de seda viraram coqueluche. O bracelete de ouro (de onde pendia a medalhinha de ouro de São Benedito, que a princesa Isabel lhe deu para resguarda-lo de outros acidentes) e o cinto leve e largo que ele usava sobre o colete, foram notados e copiados, assim como as botinas (embora não as solas grossas para aumentar a estatura, justificadas com a explicação que suas longas caminhadas as exigiam ...), as polainas, o cravo na lapela e o traje de motorista composto de boné, óculos de proteção e calções 3/4.


Entre eles destacava-se o Barão Henry Deutsch de la Meurthe, Georges Goursat, famoso caricaturista que utilizava o pseudônimo "Sem", e o joalheiro Louis Cartier. Os originais dos desenhos de "Sem" ainda podem ser vistos no Maxim's em Paris. O relógio "Santos", primeiro relógio de pulso, é ainda hoje a criação mais vendida da Cartier.
Cartier também desenhou jóias para Santos Dumont, em especial uma peça crivada de rubis, e gravada com uma dedicatória à certa "Belle de Neuilly", personagem misteriosa que disseram ser a amante do inventor.
Em 26 de Junho de 1903, descendo numa festa de crianças no relvado de "Bagatelle" no "Bois de Boulogne", ele perguntou se algum menino gostaria de voar. Naqueles tempos pré-feministas, teria sido heresia perguntar se alguma menina gostaria de voar também. No entanto, passados alguns dias, uma garota crescida e "muito linda" fez ela mesma esse pedido incomum.
Chamava-se Aida de Acosta, era uma famosa beldade da sociedade nova-iorquina, e vinha de uma tradicional família cubana. Após diversas visita ao hangar de Santos Dumont, em Neuilly (um "must" para os parisienses), ela confessou o que o brasileiro descreveu como "um desejo extraordinário".


De início Santos Dumont achou que Aida quisesse apenas alçar vôo com ele, e tal coragem já o impressionava muitíssimo. Quando percebeu que ela queria voar sozinha, ficou atônito. Todos ficaram espantados quando depois de três lições ela conseguiu.
Em 28 de Julho de 1903 deixou isso registrado para que isso não passasse em branco: "A primeira mulher a ter embarcado num dirigível o fez desacompanhada e, livre de todo contato humano, conduziu o Número 9 por uma distância bastante superior a meia milha, de Neuilly a Bagatelle".
Durante anos a foto que dominou sua escrivaninha foi a da intrépida moça num enorme e arrojado chapéu.


AMORES


Alberto Santos Dumont, dedicou um carinho especial as mulheres. Usou os homens para construir seus inventos e as mulheres para usufruir deles.
Em junho de 1898, Madame de Forest acompanhou-o em sua primeira ascensão em que levou passageiros.
Em 1 de agosto de 1901, recebe da Princesa Isabel uma medalha de São Bento para protege-lo. Designou de Antoinette, o motor do seu Lavavasseur.
Em 26 de novembro de 1901, é homenageado em banquete pela sociedade das mulheres jornalistas da Inglaterra, Ëssex Hall.
Em 24 de janeiro de 1902, a Imperatriz Eugênia, viúva de Napoleão III, o visitou no seu hangar em Nice.
Em 29 de junho de 1903, Aida de Acosta pilota sozinha o Dirigível Nº 9. Foi a única pessoa a dirigir um de seus veículos aéreos. Durante anos a foto que dominou sua escrivaninha foi a da intrépida moça num enorme e arrojado chapéu.
Até hoje, é conservada, na sua casa "Encantada" em Petrópolis o retrato da chilena Luiza Villagram Junior, que conheceu em 1916, em Santiago, durante o Congresso Pan-americano de Aeronáutica.
Santos Dumont encomendava jóias a seu amigo Cartier, onde destaca-se uma peça crivada de rubis, e gravada com uma dedicatória à certa "Belle de Neuilly", personagem misteriosa que disseram ser a amante do inventor.
Sua proposta de casamento com Janine Voison, em 1923, foi frustrada pelo pai devido a diferença de idade.
Descobriu-se que ele, anonimamente, colocava $100 francos, todos os meses, na caixa de correio da residência de duas senhoras na rua Chaptal.
Em 1926, as senhoritas Yolanda Penteado, sua sobrinha, e Porgés, campeã francesa de esquiação, experimentaram seu equipamento de propulsionar esquiadores. Há quem diga que o inventor era apaixonado por Dona Olívia Guedes Penteado.
No Guarujá / SP era frequentador do Grande Hotel La Plage, onde posteriormente passou a residir e conheceu a cantora lírica Bidu Sayão por quem manteve uma grande amizade. Muitos afirmam que sua depressão teve início com a ida da desta para a Europa.
Segundo Iraci Morrone, residente no Guarujá e, na época camareira do hotel, Santos Dumont, era um homem metódico, mantinha tudo extremamente arrumado e no lugar.
Não constituiu família, pois a construção de suas máquinas consumia todo o seu tempo. Era um homem excêntrico, pois andou de avião quando ninguém fazia isso.
Não existe na história um brasileiro que tenha o próprio nome e o de seus inventos mais lembrado em logradouros, escolas, restaurantes, cidades, relógios e mesmo em uma Cratera na Lua.
Constituiu o personagem de maior orgulho nacional, sendo, portanto, justo que todos queiram se identificar com ele.



CARÁTER



Seis cidades dos estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais se uniram para fazer com que a imagem de Alberto Santos Dumont “decole”. Irritados com a depreciação do nome do Pai da Aviação ao longo dos anos, seis admiradores criaram um roteiro cultural integrado e acionaram os ministérios da Cultura e da Educação para exigir mudanças nos livros didáticos. A meta é garantir mais espaço ao ilustre. Na luta para mudar a imagem de Dumont, admiradores descobriram namoradas e explicações para ele não ter se casado.
A idéia de unir as cidades (quatro já formam o roteiro cultural de visitas) em uma causa única partiu da Associação Cultural de Santos Dumont, cidade natal de Alberto, em Minas Gerais. O projeto reúne Rio de Janeiro, Rio das Flores e Petrópolis, além de Santos Dumont/MG. Ano que vem, a proposta será lançar um “folder” com o roteiro integrado e incluir as cidades paulistas de Dumont e Guarujá. Cada secretaria de turismo se comprometerá em divulgar as atrações dos municípios.
Para os defensores do Pai da Aviação, hoje, ele só é lembrado por suas superstições e pela sua excentricidade. "Só aqui no Brasil que acontece isso. A coisa mais absurda é ferir a imagem de uma figura de extrema importância mundial com questões pessoais. Isso é preconceito", reclama o idealizador do projeto e vicepresidente da associação, o músico Robson Rodrigues Esteves, 36 anos. Além do vôo autônomo motorizado, Dumont idealizou, e popularizou o relógio de pulso, o chuveiro, a porta deslizante para hangar e a dirigibilidade dos balões.
Ele era o brasileiro mais conhecido no mundo antes de Pelé Seja em Minas ou no Rio, o descontentamento quanto ao reconhecimento da obra de Santos Dumont é grande. Para Marisa Guadalupe, diretora do Museu “A Encantada”, casa de veraneio de Alberto em Petrópolis, os brasileiros não se esqueceram de Dumont. Pelo contrário o problema é o modo como lembram: "Esquecido não é a palavra, e, sim, a não valorização. Os feitos e as conquistas ficaram em segundo plano. Sua cidadania, o orgulho de ser brasileiro, o nacionalismo que ele pregava estão se perdendo no tempo".
Marisa destaca o desprendimento de Dumont por bens. Ele deixava os inventos para a humanidade, sem patenteá-los, não visando o comércio. O secretário de turismo de Rio das Flores, Alexandre Machado, engrossa o coro: "A história dele é rica. Era o brasileiro mais conhecido no mundo antes de Pelé". Para ele, o resgate da vida de Dumont é questão de honra.


Moda avançada para época fez a fama de Dumont


A fama surgiu quando ele morava na França, no início do século passado. O motivo: era avançadinho para a época. Alberto ficou conhecido não só pelas invenções, mas também por viver lançando moda. Ele usava cabelo gomalizado repartido ao meio, visual nada discreto. Os sapatos também despertavam olhares duvidosos. Por ser baixo, 1,50 metro, Dumont recorria a calçados com saltos mais altos que os usuais.
Era também lá onde Dumont se envolvia em casos amorosos. Em 1901, o correspondente na Europa do jornal NewYork Journal enviou nota sobre o noiva do de Santos com Miss Powers, filha do empresário de sucesso James Powers. O texto está no Museu Aeroespacial, em Sulacap, Rio.
A lista de namoradas de Dumont não é pequena. Ele decorava sua casa de veraneio, em Petrópolis, com a foto de Luiza Villagran, uma admiradora chilena. O Pai da Aviação tinha fãs espalhadas pela América Latina. Outra que fez parte da lista foi a cubana Aída de Acosta. Ela ganhou o “status” de ser a única mulher a pilotar um dirigível feito por Dumont. "Somente uma ligação muito forte o levaria a deixar Aída pilotar o modelo Nove", afirma Robson Rodrigues Esteves. Apesar de cobiçado por latino-americanas e européias, ele não se casou.
Fonte: www.cabangu.com.br



ALBERTO SANTOS DUMONT




Alberto Santos Dumont


QUANDO TUDO ACONTECEU...


1873: Em Cabangu, Minas Gerais, em 20 de Julho, nasce Alberto Santos-Dumont, neto do joalheiro francês François Dumont que viera em meados do século para o Brasil.
1891: Henrique Dumont, pai de Alberto, vai com a família para Paris.
1897: Santos-Dumont encomenda a construção de um aeróstato no qual, pela primeira vez, consegue elevar-se nos ares.
1898: Santos-Dumont faz dezenas de ascensões em balão. - 1899: Alberto constrói o Santos-Dumont n.º 4.
1901: Santos-Dumont contorna a Torre Eiffel, conquistando o prémio instituído para quem cometesse a proeza pela primeira vez.
1904: Publica o seu livro Dans l'air.
1906: Em 23 de Outubro, sobe no seu aeroplano 14-Bis.
1909: Santos-Dumont atinge num aeroplano os 77 km por hora.
1910: Devido a doença, o aviador brasileiro dá a sua carreira de pioneiro da aviação como encerrada.
1918: Publica o livro O Que Eu Vi e o Que Nós Vemos.
1932: Morre na cidade de Guarujá.



URUBU VOA? HOMEM VOA?


Nas tardes quentes da fazenda do engenheiro Dumont, em Ribeirão Preto, São Paulo, os meninos brincam. Estamos no princípio dos anos oitenta do século XIX. Na Rússia, o czar Alexandre II. foi assassinado, sucedendo-lhe Alexandre III, e Dostoievski escreve Os Irmãos Karamazov. O reino da Sérvia é proclamado e a Itália junta-se à Alemanha e à Áustria na Tríplice Aliança. Wagner compõe o Parsifal, morrendo dois anos depois. Marx morre também. A linotipia é inventada. No Brasil, reina o imperador Pedro II, há ainda feridas e soam os ecos da vitória sobre o Paraguai na última das guerras platinas, os mações e os republicanos conspiram, a abolição da escravatura divide a sociedade brasileira. Já em 1871 a Lei do Ventre Livre viera libertar os filhos de escravos nascidos a partir desse ano. O caminho-de-ferro vai abrindo novas comunicações, as indústrias surgem pelo país, há conflitos entre o Estado e a Igreja. Tudo isto são coisas que interessam muito ao engenheiro Dumont e aos amigos que aos serões se reúnem na fazenda e discutem estes temas com ar grave, cofiando bigodes, alisando barbas, bebendo um cordial e fumando olorosos charutos. Os jornais de São Paulo todos os dias renovam ou reacendem os assuntos.
Porém, nenhum destes importantes acontecimentos preocupa os meninos que brincam na varanda da fazenda. Estão a jogar ao jogo das prendas. Um deles pergunta: - Voa o gato? Todos gritam: - Não! - Voa o urubu? Levantam os braços: Voa! Voa o carcará? - Voa! - Voa o homem? Todos menos um gritam: - Não! Alberto, um dos filhos do engenheiro, levanta os braços e grita: Voa! Risadas dos irmãos e dos outros meninos. Alberto tem de pagar uma prenda. Ri-se com os outros, mas teima: - Um dia, o homem há-de voar!
O seu mestre Júlio Verne diz-lhe que sim, que o homem voa. Sua irmã Virgínia ensinou-o a ler. Frequenta agora o Colégio, mas todos os tempos livres são passados a devorar as páginas de Cinco Semanas em Balão, de Da Terra à Lua, de Vinte Mil Léguas Submarinas ou da Volta ao Mundo em Oitenta Dias. Phileas Fogg ou o Capitão Nemo são personagens com quem convive no seu dia-a-dia. Nas páginas de Verne, o homem voa já, até mesmo para fora do planeta. Alberto sabe que não faltará muito para que nos céus da realidade o homem voe também.
Na fazenda, Alberto observa as máquinas. As lavadeiras, o descascador, o separador, o ensacador onde o café faz o seu percurso desde a plantação até aos sacos em que seguirá nos vagões do caminho-de-ferro. Vendo as pesadas locomotivas a vapor, conclui que nunca será com máquinas assim que o homem poderá voar. À mente do jovem sonhador acorrem as lendas de Dédalo, Ícaro e Ariel, a história de Olivier de Malmesbury, o monge inglês que, no século XI, construiu um par de asas e com elas se lançou do alto de uma torre, quebrando as pernas, os desenhos de Leonardo da Vinci sobre as estrutura das asas dos pássaros, os músculos que as movem, a função das penas, a tentativa de Bartolomeu de Gusmão que, em 1709, se eleva a 200 pés de altura nos céus de Lisboa, perante a pasmada corte de D. João V, na sua Passarola, ou a «máquina de andar pelos ares», como também lhe chamava, as experiências dos irmãos Montgolfier, a morte de Pilâtre de Rozier ao tentar atravessar a Mancha em balão... Uma das suas brincadeiras favoritas é a de lançar papagaios e de correr, segurando a corda, fazendo-os voar. Nas noites de São João, ele e outros meninos constróem balões de papel. Quando os soltam, fica a vê-los perder-se no céu escuro, uma pequena e luminosa mancha colorida, que o ar quente da mecha faz subir. Em 1888, ano em que a escravatura é abolida no Brasil, visita com a família São Paulo. Numa feira vê, deslumbrado, pela primeira vez um homem voar: um acrobata estrangeiro sobe num balão e lança-se depois em pára-quedas.



SUBITAMENTE, PARIS




1891. Ao percorrer a fazenda, o engenheiro Dumont dá uma terrível queda do cavalo. Fica com as pernas paralisadas. Vende a propriedade e volta a Paris, à cidade de seu pai e onde estudara e se formara na École Centrale des Arts et Métiers. Alberto vai fazer dezoito anos e Paris deslumbra-o. Com o pai vai visitar a Exposição do Palácio das Indústrias. É aí que, pela primeira vez, vê um motor de combustão interna. Irá dizer mais tarde: «Qual não foi o meu espanto quando vi pela primeira vez um motor a petróleo, da força de um cavalo, muito compacto e leve, em comparação aos que eu conhecia... funcionando! Parei diante dele, como que pregado pelo destino». Maravilhas como aquela andam já pelas ruas, dentro dos raros automóveis que circulam. Alberto compra um Peugeot. Regressa ao Brasil e o seu carro, percorrendo São Paulo, é um dos primeiros que chegam ao Brasil. Quando passeia nele, o fumo, o ruído desengonçado do motor, o cheiro do combustível queimado, as buzinadelas, causam sensação - tudo pára para ver passar o automóvel. Porém para o jovem Alberto o automóvel é mais do que uma frívola excentricidade de menino rico. Entende que naquele motor, bem mais leve que o das locomotivas a vapor, poderá estar a solução para o problema que lhe ocupa a mente: a criação de uma máquina que permita finalmente ao homem voar. Pede ao pai que o deixe regressar a França. O velho engenheiro não só anui, como resolve doar dois terços da sua fortuna aos filhos. Vai ainda mais longe: concede a emancipação jurídica a Alberto antes mesmo de ele completar os dezoito anos. Diz-lhe: «- Hoje dei-lhe a liberdade. Aqui está mais este capital. Tenho ainda alguns anos de vida: quero ver como você se porta». E faz-lhe as naturais recomendações de prudência, dando-lhe conselhos sobre a maneira de economizar a fortuna que agora recebe. Não vá ele em algumas horas gastar o rendimento que, bem governado, poderá permitir-lhe viver durante um ano.
Alberto promete ser prudente e poupado.


É agora altura de passar à fase seguinte: vai combinar um balão com um motor de explosão. Nasce assim o Santos-Dumont n.º 1. Em Setembro de 1898 leva o seu balão para o Jardin de l'Acclimatation. O balão eleva-se, mas vai colidir com as árvores do jardim. O inventor não desanima e dias depois tenta novamente. Desta vez, o balão sobe e tudo corre bem, menos a descida: o invólucro está em perigo de ser destruído. A «guide rope» roça já o solo e lembrando-se das brincadeiras com os amigos em Ribeirão Preto, Alberto grita para uns meninos que assistem para que puxem a corda como se quisessem fazer erguer um papagaio. O balão evita no último momento as árvores e vem pousar suavemente. Em 1900, subindo numa praça de Nice, apercebe-se de que as correntes aéreas o estão a arrastar na direcção do mar; solta lastro, tentando ganhar altura e apanhar outra corrente, e larga gás do invólucro para descer. Porém, o balão perde volume, mas não desce, pois tinha ido parar ao centro de uma forte corrente ascendente. Sobe a mais de 3000 metros e a corrente dissipa-se, mas entra numa área de tempestade. As árvores parecem correr vertiginosamente e a barquinha bate nos ramos. Por fim, a corda prende-se numa árvore e o balão cai. Projectado para o solo, Alberto desmaia. Outra vez ainda, no norte de França, sobe ao entardecer e depressa se vê perdido no meio de uma tempestade. A noite caiu já e a escuridão só é interrompida pelos relâmpagos. Se algum deles atinge o balão é o fim. Navega toda a noite na escuridão, transportado a grande velocidade pela força do vento. De madrugada, a tempestade amaina e ele pode pousar. Está na Bélgica.



FINALMENTE, O SUCESSO


As aventuras e desventuras do «brasileiro voador» tornam-no numa figura conhecida de Paris. Mas ele não se deixa embriagar pelo sucesso, e vai aperfeiçoando as suas máquinas. O Santos-Dumont n.º 2 é maior, tem a forma de um charuto e dispõe de um ventilador de alumínio que mantém inalterável a forma do invólucro. Acaba destruído por ter chocado contra árvores. O n.º 3 tem uma forma cilíndrica e nele o hidrogénio é substituído por gás de iluminação. É com ele que Santos-Dumont realiza aquela que iria descrever como a sua «mais feliz ascensão». Partindo de Vaugirard rumo ao Campo de Marte consegue um controlo absoluto da aeronave, subindo, descendo, descrevendo curvas... Sente que a vitória está próxima. O Santos-Dumont n.º 4 nasce em Saint-Cloud, no hangar e oficina que Alberto ali construíra. Tem um selim e um guiador de bicicleta. O inventor faz nele diversas ascensões em 1900.


UM GRANDE DESAFIO


Entretanto, constituíra-se um Aeroclube em Paris e, numa das suas reuniões, o Sr. Deutsch de la Meurthe, institui um prémio de 100 000 francos a quem for capaz de, dentro dos cinco anos seguintes, partir de Saint-Cloud, dar uma volta completa à Torre Eiffell e voltar ao ponto de partida em menos de 30 minutos. A todos parece impossível tal façanha. A todos não. A quase todos: Santos-Dumont considera a partir de então um ponto de honra ganhar aquele prémio. Porém, os contratempos sucedem-se. Alberto constrói o n.º 4, mas este esmaga-se contra as árvores. Outro acidente destrói o n.º 5. Mas Alberto não desanima e começa a construir o n.º 6. E, a 12 de Outubro de 1901 sobe no n.º 6, dá uma volta completa à Torre Eiffel e regressa a Saint-Cloud. Demorou 31 minutos, mais um do que o regulamento do prémio estabelece como limite. Ovações da multidão e hesitações do júri. Finalmente, o prémio é-lhe entregue pois, embora ainda no ar, atravessou a linha de chegada dentro do tempo. Santos-Dumont reparte o valor do prémio com técnicos e auxiliares e o que resta é distribuído por operários desempregados.
O êxito internacional chega por fim. É homenageado em Londres num banquete do Royal Aero Club. O príncipe do Mónaco convida-o a construir um hangar e uma oficina no principado. Eugénia de Montijo, a viúva de Napoleão III visita-o. O governo francês contrata-o para construir o primeiro aeródromo do mundo em Neuillly. O inventor concebe o Santos-Dumont n.º 7 e, a seguir, o n.º 9 (detesta o número oito e, por isso, salta-o). O n.º 9, a Balladeuse, fica famoso. É o meio de transporte pessoal de Santos-Dumont - nele, desloca-se em Paris, visita amigos, vai a almoços e a reuniões... Torna-se familiar nos céus de Paris. Uma vez, os parisienses vêem, preocupados, a aeronave perder altura. Será que vai estatelar-se? Não. Pousa suavemente na rua. Alberto sai, impecavelmente vestido, entra num bar e pede um café. E os modelos sucedem-se, cada vez mais perfeitos. Em 1905 nasce o n.º 14. E, logo após, o célebre 14-Bis. O 14-Bis é já um aeroplano, dotado de um motor a gasolina. A princípio eleva-se rebocado pelo n.º 14 e daí o seu nome. Depois, Dumont atrela-o a um burro que, fustigado, corre pela pista, até que o aeroplano sobe. Mais uma vez, recorre à sua experiência infantil dos papagaios de papel. Em 1906, ainda no 14-Bis, ganha os prémios do Aeroclube e Archdeacon. É considerado o pai da aviação, embora outros, tais como os americanos irmãos Wright, reivindiquem também essa glória.
A fase dos balões passou. Agora já só constrói aviões. Depois do pioneiro 14-Bis, o Demoiselle, leve e elegante, encanta os parisienses com as suas acrobacias e atinge a «inconcebível» velocidade 77 km horários. O exemplo de Santos-Dumont frutifica: em 1909, Blériot atravessa o canal da mancha. Em todos os países civilizados se constróem fábricas, hangares pistas. Estabelecem-se linhas postais e de passageiros. E os militares não dormem...



SIM!, SOU EU! ALBERTO!!! .




Estas notas são dedicadas aos meus patrícios que desejarem
ver o nosso céu povoado pelos Pássaros do Progresso


Uma manhã, em São Paulo, com grande surpresa minha, convidou-me meu pai a ir à cidade e, dirigindo-se a um cartório de tabelião, mandou lavrar escritura de minha emancipação. Tinha eu dezoito anos. De volta à casa, chamou-me ao escritório e disse-me: "Já lhe dei hoje a liberdade; aqui está mais este capital", e entregou-me títulos no valor de muitas centenas de contos. "Tenho ainda alguns anos de vida; quero ver como você se conduz: vai para Paris, o lugar mais perigoso para um rapaz. Vamos ver se você se faz um homem; prefiro que não se faça doutor; em Paris, com o auxílio de nossos primos, você procurará um especialista em física, química, mecânica, eletricidade, etc., estude essas matérias e não se esqueça que o futuro do mundo está na mecânica. Você não precisa pensar em ganhar a vida; eu lhe deixarei o necessário para viver..."



Durante vários anos, estudei e viajei. Segui com interesse, nos jornais ilustrados, a expedição de André ao Pólo Norte; em 1897, estava eu no Rio de Janeiro quando me chegou às mãos um livro em que se descrevia com todos os seus pormenores, o balão dessa expedição. Continuava eu a trabalhar em segredo, sem coragem de pôr em prática as minhas idéias; tinha pouca vontade de arruinar-me. Esse livro, entretanto, do construtor Lachambre, esclareceu-me melhor e decidiu inabalavelmente minha resolução. Parti para Paris...


- Quero subir em balão. Quanto me pedem por isso?
- Temos justamente um pequeno balão no qual o levaremos por 250 frs.
- Há muito perigo?
- Nenhum.
- Em quanto ficarão os estragos da descida?
- Isso depende do aeronauta; meu sobrinho, aqui presente, M. Machuron, que o acompanhará, tem subido dúzias de vezes e nunca fez estrago algum. Em todo caso, haja o que houver, o Sr. não pagará nada mais que os duzentos e cinqüenta francos e dois bilhetes de caminho de ferro para a volta.
- Para amanhã de manhã o balão!... Tinha chegado a vez...
Texto de autoria de Alberto Santos Dumont dos livros "O que eu vi e o que nos veremos" e "Os meus Baloes


Cronologia de Alberto Santos Dumont


A presente "Cronologia de Alberto Santos Dumont" ainda esta sendo construída, esta sujeita a revisão e pode conter Erros
1873
JUL, 20. - Nasce Alberto Santos Dumont, no lugar denominado Cabangu, no distrito de João Aires. mudando depois para Palmira, Minas Gerais.
- Filho do Engenheiro Henrique Dumont e de D. Francisca de Paula Santos, foi o sexto filho de uma série de oito; seus irmãos foram:
Henrique (15 de agosto 1857) Maria Rosalina (13 de fevereiro 1960) Virgínia (20 de dezembro de 1866) Luiz (16 de maio 1869) e Gabriela (26 de marco 1871) Sophia (2 de maio 1875) e Francisca (28 de marco 1877).
1874/79
- Vai morar com a família em Casal, fazenda de café do avô materno, que o pai administra, e que fica perto de Valença, estado do Rio de Janeiro, onde nasceram suas irmas Sophia e Francisca.
1877
FEV, 20. - Batizado de Alberto Santos Dumont na Paróquia de Santa Teresa, na cidade de Valença, distrito de Rio das Flores, no Estado do Rio de Janeiro; foram padrinhos o seu tio materno José Augusto de Paula Santos e Dna. Maria Eugênia Pinto Coelho da Rocha.
1879
- Henrique Dumont, com a heranca herdada do sogro comprou a fazenda Arindeúva, na região de Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo, e logo depois buscou a familia e bens, dentre os bens 80 escravos e 300 contos em dinheiro. Em um ano plantou 500.000 mudas de café e ao vender a propiedade 10 anos depois possuia 5.000.000 de cafeeiros.
1883/85
- Realiza seus primeiros estudos no Colégio Culto à Ciência, em Campinas, SP
1888
- Vê, pela primeira vez, um balão cativo na capital de São Paulo. em uma exposição de equipamentos aeronáuticos construídos na França.
1890
- O pai torna-se hemiplégico e vende a fazenda.
1891
- Aos 18 anos, viaja com a família para a França, a bordo do vapor Elbe, onde o pai pretende curar-se da hemiplegia freqüentando as termas de Lamalou-les-Bains.
NOV, - Visitando com o pai, em Paris, uma exposição de máquinas no Palácio da Indústria, descobre um motor a petróleo.
NOV, - Pelo vapor Portugal, regressa com a família ao Brasil e vai residir numa casa da rua Helvetia, em São Paulo.
1892
- É emancipado pelo pai, no 3.º Tabelião de Notas da cidade de São Paulo, que também lhe entrega uma fortuna em títulos.
MAY, - Acompanhado dos pais, volta à Europa, onde pretende estudar em Paris. Mas Henrique Dumont, chegando a Portugal, sente-se pior de saúde e volta ao Brasil.
- Começou os seus estudos em Paris com o Professor Garcia, os quais se prolongaram até 1896.
AGO, 30. - O pai falece no Rio de Janeiro.
SET, - Fixa residência em Paris, na Rua d'Edimbourg nº 26

NOV, 20. - Parte da Europa para o Brasil, no vapor "Orénoque"
DEZ, 06 - Chegou ao Rio de Janeiro.
1893
JAN, - De regresso em Paris
- Promove, no velódromo de Parc des Princes uma corrida de mototriciculos.
1894
- Freqüenta como aluno-ouvinte a Universidade de Bristol, na Inglaterra.
1896
- Descobre, numa livraria do Rio, o livro de Lachambre e Machuron: Andrée au Pôle Nord en Ballon
- Realizou estudos na Inglaterra, na Universidade de Bristol
1897
- Depois de uma visita ao Brasil, regressou a Paris, onde tinha fixado residência.
- Comprou um automóvel "Panhard", com o qual foi de Paris a Nice em 54 horas de viagem.
- Para experimentar um motor a explosão de dois cilindros que havia construído, adaptou-o a um triciclo com o qual acompanhou uma parte da corrida de automóveis entre Paris e Amsterdam
1898
MAR, Volta a Paris e voa pela primeira vez num balão esférico, pertencente à firma Lachambre et Machuron. saindo do Parque de Aerostação de Vaugirard em Paris e descendo nos terrenos do Chateau de La Ferrière, propriedade de Alphonse de Rotschild
MAI, 30. - Ascensão aerostática noturna na qual o balão de Santos=Dumont foi envolvido por uma tespestade; partida de Pérone e descida próximo a Narnur, na Bélgica
JUN - Quinta ascensão em balão livre e a primeira em que ele levou passageiros: o Barão de Beville e Mademoiselle De Forest; o balão, de 1.000 metros cúbicos, partiu do Parque de Aerostação de Vaugirard em Paris e, quatro horas depois, desceu em Vincennes
JUL, Encomenda à mesma firma um pequeno balão para seu próprio uso, a que dá o nome de Brasil.
Constrói o seu primeiro balão dirigível, o Santos Dumont nº 1.
SET, 18. Primeira experiência com o SD. nº 1.no Jardim da Aclimação, em Paris; primeira vez que um motor a explosão interna, adaptado a um veículo aéreo, funcionou no ar.
SET, 20 - Segunda experiência com o balão dirigível n.º 1, partindo do Jardim da Aclimação e indo até o Bois de Boulogne onde foi obrigado a descer no Campo de Bagatelle devido ao mau funcionamento da bomba de ar do balonete
OUT, 25. - Ascensão realizada em balão livre; a ascensão, que durou horas, iniciou-se em Paris e terminou em Vicarnes, próximo a Chantilly ("La France" - Bordeaux - 26 OUT, - Fundação do Aeroclube de França.
1899
JAN, 30 - Chegada a Nice, vindo de Paris, tendo se hospedado no "Cosmopolitan Hotel"
JAN, 31. - Se inscreveu na "Taça dos Aeronautas", uma competição de balões livres.
MAR, 15. - Notícia sobre a inscrição de Santos Dumont numa corrida de automóveis a ser realizada, no dia 21 de março, com o percurso Nice - Castellanes - Nice
MAR, 24. - Na corrida de automóveis Nice - La Turbie, Santos Dumont tirou o 3.º lugar
ABR, 15. - Realização no Automóvel Clube de Paris do "almoço das apostas", no qual Santos Dumont apostou que, antes de 31 de maio de 1899, desceria com o seu balão dirigível no terraço do Automóvel Clube
OCT, 20. - Creation do "Aero Club de France ", primeira instituicao aeronautica do mundo. Criada por: Hanry de La Vaulx, Henri de La Valette, Albert de Dion, Leon Serpollet, Ernest Archdeacon, Henry Deutsch de la Meurthe e Albert de Dion, pouco despues tambem Alberto Santos Dumont.
1899
MAY, 11. Ensaio fracassado com o SD. nº 2 que se dobra ao meio no momento da elevação.o balão chocou-se contra as árvores, danificando-se.
JUN, 12 - Foi realizada a competição denominada "Taça dos Aeronautas", para balões livres, na qual Santos=Dumont tirou o 4.º lugar,permanecendo 22 horas no ar. pilotando o balão América" de 1.800 metros cúbicos; o balão de Santos=Dumont desceu a 325 quilômetros do ponto de partida ("Jardim des Tuileries"), enquanto que o vencedor, o Conde de La Vaulx, desceu a 390 quilômetros.
1899
JUN, 25 - Ascensão no balão livre "Aero Club", partindo do "Jardim des Tuileries", em Paris, onde se realizava uma exposição de automóveis
JUN, 29 - Realizou uma ascensão com o balão livre "Brasil". de sua propriedade, tendo partido do "Jardin des Tuileries", onde se realizava uma exposição de automóveis, e tendo descido em Sevran ; nessa ascensão Santos=Dumont levou apenas 7 quilogramas de lastro
JUL, 06 - Ascensão com o balão livre "Aero Club", tendo descido em Melun
NOV, 13. No SD. nº 3 faz uma feliz ascensão, Parque de Aerostação de Vaugirard, contornando a torre Eiffel pela primeira vez, descendo no Parc des Princes.
NOV, 20. - Ascensão com o balão dingível n.º 3, tendo descido em Ivry
MAR, 22. - Inicio da construção do balão dirigível n.º 4
1900
MAR, - A Comissão Científica do Aeroclube da França institui o Prêmio Deutsch, oferecido por Henri Deutsch de la Meurthe, empresário ligado ao refino do petróleo e grande incentivador da aviação.
MAR, 29. - Ascensão no balão livre "Centauro", partindo de Nice e descendo, no meio de uma violenta tempestade, em Vallouns: o balão foi submetido a um desastroso "arrastamento' ao chegar no solo, tendo o invólucro do Balão se dilacerado de encontro às árvores.
JUN, - Finaliza a construção de seu hangar em Saint- Cloud, no parque de aerostação do Aeroclube da Franca.

AGO, 01. Termina a feitura do balão dirigível n.º 4
SET, 19 - Experiência com o balão dirigível n.º 4 em Saint Cloud, tendo se quebrado o leme de direção; essa experiência foi feita na presença dos membros do "Congresso Internacional de Aeronáutica.
DEZ, 16. - Achava-se em Nice, curando-se da pneumonia adquirida com as experiências do balão dirigível n.º 4. O aeronauta, sentado num selim de bicicleta recebia em cheio o vento da hélice tratora ...
- A Comissão Científica do Aeroclube concede-lhe o Prêmio de Encorajamento, de 4 mil francos. Com o dinheiro do prêmio, instituiu o Prêmio Santos Dumont, como incentivo aos pesquisadores da aerostação de dirigíveis.
MAR, 29. - Ascensão no balão livre "Centauro", partindo de Nice e descendo, no meio de uma violenta tempestade, em Vallouns: o balão foi submetido a um desastroso "arrastamento' ao chegar no solo, tendo o invólucro do Balão se dilacerado de encontro às árvores. <
1901
JUL, 12. - Circula a Torre Eiffel com o dirigível nº 5, na primeira tentativa de conquistar o Prêmio Deutsch
JUL, 13. - Concorrendo ao Prêmio Deutschde la Meurthe, de 100 mil francos, ao contornar a torre Eiffel um golpe de vento violento o atira contra as árvores do parque Rothschild.
AGO, 8. - Insistindo na prova Deutsch, o balão perde gás e vai cair, explodindo sobre as paredes de um edifício do Trocadero. Preso às cordas e à quilha do balão, é retirado, ileso, pelos bombeiros.
OUT, 19. - No SD.nº 6 ganha o Prêmio Deutschde la Meurthe, partindo de Saint-Cloud, contornando a torre Eiffel e voltando ao ponto de partida no espaço de 29 minutos e 30 segundos (30 minutos era o tempo estipulado para a prova).. Realiza a prova diante da Comissão do Aeroclube da França
1902
JAN, 29. - Sobe no nº 6 em Monte Carlo, onde passa uma temporada naquela cidade, a convite do príncipe Dino/Alberto I??, que mandou construir no bulevar de La Condamine um aeródromo e hangar para suas ascensões com o dirigível nº 6.
FEV, 14. - Acidente com o nº 6, que sosobra nas águas da baia de Mônaco.
Visita Londres, Nova York e São Luís.
Falece, em Portugal, sua mãe, d. Francisca Santos Dumont.
ABR, - Viaja aos Estados Unidos, onde visita os laboratórios do inventor Thomas Edison, em Nova York, e é recebido na Casa Branca, em Washington, pelo Presidente Theodore Roosevelt.
MAY, - Em Londres, tem o invólucro de seu dirigível nº 6 rasgado por sabotagem no"Crystal Palace".
- Projeta o dirigível nº 7, chamado de La Balladeuse
O dirigivel nº 8 foi uma copia do nº 6 e foi vendido ao Sr.Edward Boice, na epoca vice-presidente do aeroclube americano, e destruido num acidente nos primeiros voos.
Constrói, neste ano tambem, os dirigíveis nºs 9 e 10.
1903
JUL, 14. - No dirigível nº 7, toma parte na grande parada militar em Longchamps, Sobrevoa, com o dirigível nº 9, a formatura militar em Longchamps, Paris, durante as comemorações do 14 de julho, data nacional francesa. 9 ou 7 ????
- Finaliza a construção do novo hangar em Neuilly, Paris.
- Faz os primeiros ensaios com o dirigível nº 9 e com ele, posteriormente, muitas ascensões.
1904
- Escreve Dans l Air (Os Meus Balões). Recebe do governo francês a comenda de Cavaleiro da Legião de Honra.
1905
- Escreve artigo para a revista Je Sais Tout. {Ce que je ferai, ce que l’on fera}
- Constrói o dirigível nº 10, chamado dirigível-ônibus, com capacidade para dez passageiros.
1904
JUN, - Chega aos Estados Unidos, para participar da corrida de dirigíveis de Saint-Louis, mas sofre ação criminosa de sabotadores, que inutilizam o invólucro do seu dirigível nº 7.
1905
- Projeto do DIRIGIVEL SD.nº 11.
- Projeto do um monoplano bimotor, e o nº 12, um helicóptero, mas não os conclui.
AGO, - Ascensão, em Trouville, do SD.nº 14. Numa corrida de lanchas na Cote d'Azur, toma conhecimento do motor "Antoinette", e conhece o seu fabricante, Levasseur.
1906
- Santos Dumont nº 12, helicóptero, 2 hélices. - Santos Dumont nº 14.
- Constrói um tipo de aeroplano aquático, com asas do tipo do papagaio celular de Hargrave. Experimenta o aparelho como planador, conseguindo, para isso, prende-lo a uma corda e esta a um barco-automóvel, que o impulsiona.
- Constrói novo aparelho um biplano e para testar seu equilíbrio e direção, prende-o sob o dirigível nº 14, desprendendo, depois, deste. Mas o biplano fica conhecido por 14-Bis.
SET, 7. - Campo de Bagatelle. Consegue elevar-se no biplano por um segundo.
SET, 13. - Campo de Bagatelle. Faz no biplano (14-Bis) um pequeno vôo de 8 metros.

SET, 30. - Participa da Taça Gordon Bennet para balões livres, mas ferindo o braço numa transmissão teve que aterrissar perto de Bernay.
OUT, 23. - Campo de Bagatelle. Consegue elevar-se do solo a uma altura de cerca de um metro e a uma distância de 60 metros, ganhando a Taça Archdeacon, ofertada ao piloto que em sua máquina, e por seus próprios recursos, conseguisse voar através de um percurso de 25 metros.
NOV, 12. - Campo de Bagatelle. Novamente pilotando o seu 14-Bis consegue voar 220 metros. Estabeleceu os primeiros recordes de aviação do mundo.
1907
MAR, 21. - Sobe o nº 15, biplano do tipo celular.
ABR, 4. - O 14-Bis é inutilizado em desastre.
AGO, 10. - Sobe no balão "Aigle" com pilotos do Aeroclube de França e os amigos brasileiros Antônio Prado Júnior e senhora, D. Eglantina.
- Constrói o monoplano nº 19.
- Constrói novo monoplano, nº 20, conhecido por Demoiselle.
1908
- Exposição da Demoiselle no Salão da Aeronáutica.
1909
- Passeia com sua Demoiselle pelos céus da França.
1910
- Deixa de voar. Seu ultimo voo como piloto aconteceu o 4 de janeiro de 1910 e nao em 1909 como descrito em diversas biografias, nessa data ele teve um serio acidente com o demoiselle.
1913
- É erguido em Saint-Cloud monumento em sua homenagem.
1914/15
- Passa-o entre Brasil, Europa e novamente Brasil. A convite dos Estados Unidos viaja para Washington, para participar de um congresso científico.
1916
- Parte para o Chile a fim de participar de Conferência Pan-Americana a realizar-se em Santiago. JUL, - Vai à Argentina, para o centenário da Assembléia de Tucuman.
1917
- Em Petrópolis constrói a casa "A Encantada".
1918
- O sítio de Cabangu, em Minas Gerais, lhe é doado pelo governo brasileiro.
- Na Encantada escreve o livro O que eu Vi, o que nós Veremos.

1919
SET, - , Visitou Guaiaquil e Quito, seguido depois em direção ao porto de Calláu no Perú.
1920
- Volta a Paris.
1922
- Manda erguer um túmulo para seus pais e para si mesmo, no Cemitério de São João Batista, do Rio de Janeiro. O túmulo é uma réplica do ícaro de Saint-Cloud.
1924
- Paris. Brasil. Novamente torna a Paris.
1926
- Interna-se no sanatório de Valmont-sur-Territet, na Suíça.
1927
- Passa algum tempo na aldeia de Glion, Suíça. Volta à França.
1928
- Volta ao Brasil pelo Cap Arcona. Desastre com o avião que lhe vem dar as boas-vindas à entrada da barra, ele cancela todas as comemorações.
- Volta para a França.
1929
- Recebe do governo francês a comenda de Grande Oficial da Legião de Honra.
1930
- Interna-se na casa de saúde de Preville, em Orthez, nos baixos Pireneus.
1931
- Sanatório de Biarritz. Volta definitiva ao Brasil.
- A Academia Brasileira de Letras o elege para ocupar a cadeira nº 38, vaga pelo falecimento do romancista Graça Aranha. Não chegou a tomar posse e, em seu lugar foi escolhido o escritor Celso Vieira.
1932
JUL, 23. Morre em Guarujá, São Paulo, aos 59 anos.
JUL, 31. A cidade de Palmira muda seu nome para Santos-Dumont.
DEC, 23. Seu corpo e enterrado no Cemiterio São Joao Batista no Rio de Janeiro,apos ter ficado por quase 6 meses guardado em alguma urna funeraria paulista.
1959
SET, 22 - Le foi concedido o posto honorífico de Marechal-do-Ar e seu nome continuou a encabeçar a lista de oficiais-aviadores, no Almanaque do Ministério da Aeronáutica.
Fonte: www.santos-dumont.net
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