O Inventor do helicóptero era Cearense !

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Mensagem por cineas em Qua 6 Jan - 18:34:26

O Inventor do helicóptero era Cearense !

1889: o projeto de um helicóptero


Antônio Henrique da Justa nasceu em Pacatuba, Ceará, em 1874. Filho de uma família de parcos recursos, Justa foi um autodidata. Em 1894, tornou-se escriturário da Secretaria da Fazenda do Ceará. Durante cinco longos anos, reuniu recursos para custear a publicação de um folheto denominado "Navegação aérea", em que apresenta o projeto de um helicóptero.( 1 ) Na obra, Henrique da Justa demonstrava conhecimento das experiências aeronáuticas que se realizavam em todo o mundo e procurava, sobremaneira, afastar de seu trabalho qualquer conotação quixotesca: "Há muito que o homem procura viajar nos ares (...) a inumerável coleção de máquinas de todo gênero e de toda espécie, a efervescência do pensamento e todos os projetos que dia a dia aparecem, alguns levados a efeito, outros não passando de cabeça imaginativa de seus autores apenas engrossam o contingente da luta. Parece que em nenhuma outra causa se empenhou mais a humanidade". ( 2 )
Na primeira parte do trabalho, Justa expõe as duas tendências em que se dividiam os pesquisadores aeronáuticos: de um lado, os adeptos dos aparelhos mais leves do que o ar, os balões e dirigíveis, e, de outro, aqueles para quem o futuro da aeronáutica encontrava-se no desenvolvimento dos aparelhos mais pesados do que o ar. Justa descrevia as experiências de Langley sobre o Rio Potomac, nos Estados Unidos, e as mal sucedidas tentativas de Ader na França, argumentando que, apesar dos insucessos das experiências aeronáuticas até então realizadas, os governos dos dois países estavam convencidos da exeqüibilidade da navegação aérea. Citava o caso da Comissão Americana de Artilharia e Fortificações, que havia decidido consagrar a soma de 125 mil francos à pesquisa e desenvolvimento de um aparelho voador capaz de reconhecer posições inimigas e desempenhar funções ofensivas. A pesquisa seria comandada por um general norte-americano, sob a direção técnica de Langley, que, mesmo depois do insucesso de suas experiências sobre o Rio Potomac, continuava a merecer a confiança do governo e das forças armadas de seu país.
A idéia do helicóptero remonta ao século XV e foi formulada por Leonardo da Vinci. Posteriormente, diversos inventores tentaram desenvolvê-la, sem sucesso. Em 1845, Cossus projetou um aparelho movido a vapor que, no entanto, não conseguiu elevar-se do solo em função do peso excessivo do propulsor. Em 1878, Castel projetou e construiu outro aparelho que, durante a primeira experiência, chocou-se com um muro, sem conseguir voar ou manter-se no ar. No mesmo ano, Forlani projetou um aparelho que elevou-se a 13 metros de altura, sem, no entanto, lograr voar.( 3 )
Na opinião de Justa, o helicóptero vinha sendo abandonado pelos pesquisadores aeronáuticos, não obstante constituir-se numa máquina de concepção superior a todas as outras : "Como conceber uma máquina aérea à perfeição? Devendo partir simplesmente de seu pouso sem necessidade de carreira horizontal iniciante sobre o solo, desprezando estações inconvenientes e elevando-se no ar calmamente em moderado movimento ascensional, como se fosse um balão, depois orientando-se e tomando a direção destinada, finalmente podendo voltar e pousar com a mesma facilidade com que partiu.
Não ter-se-ia que preparar terrenos, nem usar de meios de lançamentos (...). O helicóptero seria a máquina voadora por excelência se não estivesse no estado de abandono em que parece achar-se (...) seria a máquina ideal se depois de abandonar o solo pudesse se converter em um aeroplano, voltando novamente a seu tipo no momento do pouso”. ( 4 )
O helicóptero de Justa seria um aparelho composto de um conjunto tubular leve, de aço e alumínio, formado um estrutura retangular. O aparelho seria movido por um grupo propulsor de dois motores à explosão, alimentados por álcool ou derivados de petróleo. Os motores acionariam, as quatro turbinas por ar comprimido que, por sua vez, transmitiram força para quatro hélices dispostas nas extremidades da aeronave, juntamente com as turbinas. O ar comprimido chegaria às turbinas através da própria tubulação que comporia a estrutura do aparelho que, por sua vez, seria isolada termicamente com tecido de lã para evitar que o ar quente em seu interior se resfriasse em contato com a atmosfera.
Os comandos estariam concentrados numa cabine, solidária com a estrutura e disposta no centro da aeronave. Seriam acionados por eletricidade ou pelo próprio ar comprimido que movimentaria as turbinas. Um pequeno dínamo movido pelos motores a explosão garantiria luz interna e energia para o farol externo, que seria empregado em operações noturnas. O Aeroscapho seria capaz de pousar e decolar na vertical e voar na horizontal. Suas hélices seriam dotados de passo variável, de forma a oferecer propulsão horizontal a aeronave. O grupo propulsor totaliza 366 cavalos, suficientes, segundo os cálculos de Justa, para elevar os 432 quilos do aparelho vazio, além do piloto e combustível. A força ascensional total seria da ordem de 840 quilos.
A concepção do “Aeroscapho” apresentava uma série de idéias originais, todas elas empregadas, posteriormente, na construção de helicópteros e aviões, tais como: a concepção de um sistema motor composto e motores e turbinas, a idéia da aplicação de álcool à navegação aérea, um combustível nacional, a hélice de passo variável, a concepção de uma cabine fechada, a aplicação de materiais metálicos, a idéia de vôo noturno. O projeto revelava bases técnicas consistentes. Era mais do que a vontade subjetiva de um inventor.
Henrique da Justa ressalvava que os cálculos apresentados apenas visavam demonstrar a viabilidade da idéia e que a construção efetiva do aparelho dependia de estudos complementares, que , por sua vez, dependiam de recursos de que ele não dispunha. A publicação do folheto era parte de um esforço para obtê-los: “Intento propugnar por uma causa de progresso que, atualmente, preocupa a atenção da ciência, da civilização, dos governos e países modernos. Tenho convicção de que não trato de uma quimera”. Afastando de si a sombra de extravagância que se projetava sobre os inventores brasileiros do século XIX, Justa pedia a atenção do governo, ao mesmo tempo em que vaticinava: “ A indiferença da França sobre as descobertas do vapor fê-la perder uma esplêndida página na história humana”. ( 5 )
O inventor encaminhou seu pedido ao Ministério da Guerra. Mas os militares não se sensibilizaram com o projeto. Sem recursos, construiu apenas um modelo em escala do aparelho. Em 1909, tomado por uma crise depressiva, Antônio Henrique da Justa suicidou-se aos 35 anos de idade.
Romeu Corsini, autor de vários projetos de aeronaves, é de opinião que o Aeroscapho poderia ter voado, se tivesse chegado a ser construído. ( 6 ) Em Valentigney, Suíça, a 2 de outubro de 1921, Etienne Oehmichen fez voar um helicóptero cuja concepção era muito próxima da imaginada por Justa. Era um helicóptero dotado de quatro rotores, de estrutura tubular, cujas hélices estavam dispostas nas extremidades do aparelho. O sistema de transmissão era mais comum do que aquele concebido por Justa: uma árvore central recebia a força do motor e a transmitia para as hélices através de correias. Justa não havia tratado de quimeras.
Notas

(1) STUDART, Guilherme . Dicionário Bio – bibliográfico Cearense , Vol. I –citado nos Anais da Fundação Santos Dumont de 1956 , publicado no n.º 56 da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, São Paulo , 1959 , p. 330.
(2) JUSTA , Antônio Henrique da. Navegação aérea. Op. cit. p. 7.

(3) Tableau d` aviation –E . Diluaide Editor , Paris , s .d, (Museu da Aeronáutica de São Paulo ).
(4) JUSTA, Antônio Henrique da. Navegação aérea. Op. cit. p. 14
(5) JUSTA, Antônio Henrique da. Navegação aérea. Op. cit. p. 31
(6) CORSINI, Romeu. De Da Justa a Oehmichen in: Navegação aérea. Op. cit. p.33
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Nasce o Helicóptero da idéia de um Cearense
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Étienne Oehmichen (* 15 de outubro de 1884 em Chalons-sur-Marne Châlons-en-Champagne, † 10 de julho de 1955 em Paris) foi um engenheiro e designer francês helicóptero.

Ele estudou na École Centrale de Paris. Em 18 de fevereiro de 1921, ele completou seu primeiro vôo bem sucedido com um helicóptero e interposto em 11 de novembro de 1922 ele foi primeiro Oehmichen No.2 no ar, provavelmente, o génio de confiança primeiro vôo, o que poderia levar um homem. Aqui, ele continuou a pequena montado verticalmente rotores que os rotores grandes horizontais são contra e chegou a estabilização da máquina como um todo. Esta idéia mais tarde, levou ao desenvolvimento do rotor de cauda. Em 14 de abril de 1923, ele teve o registro com um vôo de cerca de 358 m em. Um ano depois, em 4 de maio de 1924, conseguiu pela primeira vez com um helicóptero após uma trajetória circular com uma extensão de cerca de um quilômetro depois de cerca de 7 minutos e 40 segundos no mesmo lugar à terra. Para isso ele recebeu o dinheiro do prêmio anunciado de 10.000 francos franceses.


Oemichen N ° 2 1922Oehmichen também foi um biólogo e tratadas com a função de princípio das asas do inseto, especialmente libélulas. Era o fim do prazo de 30 anos como professor de biologia no Collège de France, em Paris chamado, onde trabalhou até sua aposentadoria, ensinou. Seus escritos e fotografias contidas observações do vôo das aves e insetos, os cientistas hoje biomecânica servir como base para futuras pesquisas na construção de pás de rotor flexível.

Obtido em "http://en.wikipedia.org/wiki/Etienne_Oehmichen"







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O momento histórico Etienne Oehmichen está a efetuar na presença de um oficial francês Ministério da Aeronáutica.

Foto doada pelo Photo Gunby


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A IDÉIA DE VOAR

A idéia de voar acompanha a humanidade desde pelo menos quatro mil anos atrás. Segundo antigas lendas chinesas, um imperador chamado Shun escapara da morte valendo-se de asas artificiais quando, encurralado no alto da montanha pelo fogo, flutuara como um pássaro suavemente até o solo. Os chineses tinham muitas outras lendas aéreas, como a de Lei Kung, deus do relâmpago, que tinha asas de morcego. Mas no século XVII a.C., um certo Ki Kung Shi foi adiante, imaginando uma carroça voadora. O espírito inventivo humano manifestava sua intenção de dominar o ar, empregando engenhos concebidos e fabricados pelo homem.
Em diversas culturas antigas, encontram-se lendas que exprimem o desejo humano de superar a natureza e conquistar o ar. Na Renascença, Leonardo da Vinci projetou um helicóptero e modelos de paraquedas. Desde fins do século XV, surgem narrativas de vôos planados, como o que teria sido realizado em 1490 sobre o Lago Trasimeno, pelo matemático italiano Giovanni Danti.
Em 1638, Francis Godwin, bispo de Hereford , na Inglaterra , publicou uma obra denominada O homem na lua ou relato de uma viagem ao satélite, por Domingo Gonzáles. Por sua vez, em 1670 o padre Lana Tersi imaginou aplicar o princípio de Arquimedes à navegação aérea, concebendo uma nave suspensa por quatro globos de cobre que conteriam vácuo. Tersi vislumbrou o potencial destrutivo dos engenhos aéreos , afirmando que uma nave aérea poderia lançar pesos para destruir navios e matar suas tripulações , ou também incendiá-las .Lançando bolas de fogo e bombas, o engenho destruiria barcos e também edifícios, fortalezas e cidades .(1)
Outros autores imaginaram as vantagens bélicas de se elevar pelo ar. Em 1726, Jonathan Swift publicava na Irlanda As viagens de Gulliver, onde descrevia o reino de Laputa , cujo rei governava do alto de uma ilha flutuante, suspensa por um fantástico ímã. Todas as cidades do reino submetiam-se pelo temor de serem alvejadas de cima por grandes pedras. E Gulliver comenta que o rei só não estendia universalmente seus domínios pelo desacordo unânime de seus ministros, que temiam tamanha concentração de poder . (2)
No Brasil ,os registros mais antigos do desejo de voar datam do século XVII. Em 1625, Domingos de Loreto Couto escreveu Desagravos do Brasil e glórias de Pernambuco, onde dava notícia de Marcos Barbosa ,natural de Maranguape,na província da Paraíba que, “nascendo e vivendo em lugar onde não há escolas em que se ensinem as ciências, nem mestre com quem os naturais aprendam as artes”, era capaz de imitar “com perfeição as obras que outros inventaram, como senão que com novos invento lhes dá maior excelência”. E esse inventor nato, que concebera um instrumento musical de sonoridade “muito suave e agradável aos ouvidos”, teria imaginado também meios de voar, o que teria feito “com admiração dos circunstantes”. Marcos Barbosa, segundo o cronista, estendia o vôo a incríveis distâncias, o que nenhum outro homem conseguiu, cuja destreza foi vista e admirada por muitas testemunhas que ainda hoje existem”. (3)
E outra narrativa dá conta de Manoel Inácio Valcacer , da Vila de Igarassú , que era dotado de “portentosa penetração para discorrer e alcançar os recônditos segredos das ciências e artes, logrando também aquela faculdade intelectual chamada inventiva, que se requer para novos descobrimentos”. Autodidata, a Valcacer faltaram mestre “em cujo magistério achasse o fio de Adriadne para sair do labirinto de suas dúvidas e perplexidades, saindo a custa de suas próprias experiências consumada em muitas artes e ciências” . E Valcacer “subindo com a consideração ao ar”, presumiu “ter alcançado a arte de voar; fabricou asas à proporção de seu tamanho, e com elas conseguiu mover-se ainda que não com tanta facilidade que passasse a muitos passos. Entendendo o pai que o filho “ocupava o engenho em notícias inúteis, que investigar matérias que não aproveitam, era perdimento de tempo e querer voar arriscando a um precipício, cortou-lhe as asas para que outra vez não voasse, e por este sucesso é geralmente conhecido pelo voador” (4)
A idéia de voar avançou entre os brasileiros no século seguinte , na figura do padre Bartholomeu de Gusmão que apresentou à corte portuguesa seu invento, o balão, em 1709. Cento e setenta e um anos a mais tarde, Júlio Cesar Ribeiro de Souza apresentava seu projeto de dirigível, inaugurando uma série de balões concebidos por brasileiros nas duas últimas décadas do século XIX .


As tentativas de desenvolvimento de pesquisas aeronáuticas, nas duas últimas décadas dos séculos XIX, revelam dois fatos contraditórios: a existência de indivíduos com grande capacidade inventiva contrapondo-se a um meio econômico e cultural adverso ao desenvolvimento científico e tecnológico .




Notas
(1) GORDON, Arthur. Historia de la navegación aérea. Op. cit. P. 14
(2) SWIFT, Jonathan. As viagens de Gulliver. Tradução de Octavio Mendes Cajado. São Paulo, Ed. Pela Abril Cultural 1979.
(3) SOUZA, José Garcia de. A verdade sobre a história da aeronáutica. Departamento de Imprensa e Propaganda. Rio de Janeiro, 1944, p.491
(4) CARVALHO. Cel. Afonso de. Qual o primeiro brasileiro que voou? [size=9]Publicado na revista Nação Armada, nº23 de outubro de 1941, citado por SOUZA, José Garcia de. Em a verdade sobre a história da Aeronáutica. Op. cit. P.490.
"O homem sempre sonhou em voar, o invento das maquinas que possibilitasse o vôo.todos nós sabemos que de uma forma ou outra foi sendo idealizado e construidos em vários cantos do mundo simultaneamente, a informação era mais dificil mesmo assim as ideias eram e sempre foram semelhantes umas das outras. "
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Mensagem por cineas em Qui 7 Jan - 0:00:29









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